sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Apresentação do livro "Sombras na noite" no Parque de Campismo de Cerdeira


O livro "Sombras na noite" será apresentado no Parque de Campismo de Cerdeira, S. João do Campo, no dia 2 de Dezembro.

Diferente do meu primeiro livro, esta é a minha primeira incursão na prosa poética onde abundam os sentimentos gerados pelas paisagens de montanha, em em especial pelas paisagens da Serra do Gerês, e pela personalidade saudosista, além da irreverência do Amor.

O tema deambula entre as serranias Geresianas, a maior das paixões deste escritor, que já nos habituou imenso às suas palavras fortes que nos deixam a sonhar com noites nevadas, ventos frios à lareira, entre o crepitar do fogo e o uivar dos lobos.

Este é um livro de fotografia e textos de prosa poética inspirado nas serranias Geresianas, na saudade e no Amor.

Mais informações, aqui.

Paisagens da Peneda-Gerês (CCL) - A eterna beleza das árvores


Mesmo na sua morte, a eterna beleza das árvores.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLIX) - Vale de Leonte e Pé de Medela


As cores e o céu de Outono adornam o Vale de Leonte e o Pé de Medela, Serra do Gerês.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Transformar o Ambiente numa área prioritária: Urge mudar os comportamentos"

Um texto de Luís Miguel Alves sobre a mudança urgente de comportamentos na área do Ambiente.


Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (17 a 25 de Novembro)


Frio e nada de chuva nas Minas dos Carris.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O IVº Magusto Celta de Pitões das Júnias


Teve lugar a 11 de Novembro, a IVª edição do Magusto Celta de Pitões das Júnias que juntou naquela pequena aldeia Transmontana centenas de pessoas.

O programa de 2017 do Magusto Celta teve a sua abertura com a apresentação do livro "Sombras na noite",do autor Rui Barbosa, seguindo-se o Baptismo Celta Galego (utilizando nomes Celtas) e a entrega de fitas da Sorte (este ano com a cor azul).


Finalizada esta cerimónia, procedeu-se à apresentação do filme de etnografia da Raia Galego Portuguesa “Em companhia da morte ou mulheres da Raia”, apresentado por Eduardo Sanches Maragoto, Presidente da Associação Galega da Língua (AGAL).



Os visitantes concentraram-se depois no Largo do Eiró para assistir ao Pregão do Magusto e à despedida do Verão, seguindo-se o Magusto convívio com animação a dos Gateiros de Pitões.

Neste dia a aldeia de Pitões das Júnias teve aceso o seu forno comunitário para a cozedura de pão num evento que é raro e que acontece por altura de ocasiões festivas na aldeia.


Esta é uma festividade, que noutros países onde a cultura Celta permanece viva, recebe a designação de Samhain (Irlanda), Samhuinn (Escócia), Hop tu Naa (Ilha de Man), Calan Gaeaf (País de Gales), Kalan Gwav (Cornualha) e Kalan Goañv (Escócia), tendo vínculos entre todas as variantes atlânticas da festividade.

Um dos pontos altos, para além do convívio entre todos, é a queima do Velho Sol, que simboliza o ano velho. A queima é feita ao lado de dois cráneos de vacas barrosãs que simbolizam a prosperidade de uma sociedade que vive, de entre outras coisas, da criação de gado.



No blogue Desperta do teu Sono é referido por David Outeiro, que "Durante as datas ao redor do 1 de Novembro, os celtas acudiam a celebração duma das grandes óenach. Este tipo de festejos consistiam em grandes assembleias religiosas, políticas e rituais que tinham lugar num território fronteiriço e com presença de tumbas. É por isso habitual que nos territórios de celebração haja grande quantidade de túmulos megalíticos posto que para os celtas era necessário lembrar os devanceiros e recriarem as façanhas dos tempos míticos nos que teve lugar a génese do seu povo. Como não podia ser doutro jeito, na Galiza contamos com muitas evidências da celebração deste tipo de festejos por causa da existência de múltiplos encraves que cumprem ditas características. Também existem epígrafes que mostram esta tradição, tal é caso de "Coso Oenaego". Acreditava-se que neste tempo e nestes lugares, o mundo do Sidh, o Além irlandês é que se abria. Esta abertura permitia que os espíritos que habitavam o mundo inferior, o dos túmulos, saíssem ao exterior e pudessem interagir com o mundo dos vivos. Na Galiza temos o seu equivalente no mundo da Mouramia, o mundo inferior dos mouros. Tal e como apontamos noutro artigo, o termo que designa a esta mágica gente, poderia provir da voz celta MWROS que designa aos mortos.

(...)







A celebração herdeira do Sámonios na Galiza é o Magosto ou Magusto. Com respeito a presença do termo Sámonios na antiga Galiza, Tomás Rodríguez comenta:

'Assim e tudo convêm saber que na Galiza temos o topónimo do mosteiro de Samos, antigo "Sámanos" (documentado), que segundo os filólogos provém do céltico e significa "reunião, junta de gentes, assembleia". Tem a mesma raiz que Samhain ou que o galo Sámonios (documentado no
Calendário de Coligny), que se refere ao mês no que começa a metade escura do ano, quando as portas estão abertas para mortos e vivos, que se misturam numa grande festa documentada ainda nos séculos iniciais do cristianismo medieval, e cristianizada como Todos-Os-Santos e Fieis Defuntos'

Segundo afirma o Tomás, o termo Sámanos podemo-lo achar em documentos do ano 785 em Samos: /"monasterii samonensis"//, //"ad dominos de casa de Sámanos"/entre outros. Estadata pagã seria cristianizada, portanto, com o nome de Todos-Os-Santos (1 de novembro) no S IX e o dia seguinte no S XII como Dia de Defuntos. A pesar disto, na Galiza sobreviveu com o nome profano de Magosto. O José Manuel Barbosa num artigo por ele publicado em 2004 diz ao respeito do termo:

'Ao nome de Magusto têm-se-lhe dado várias origens etimológicas. Dentre elas a de “MAGNUS USTUS” que vem significar algo assim como “grande fogueira”, donde MAGNUS é grande e USTUS, queimado, ardido, em particípio passado do verbo “Uro”, arder, queimar. Pode ter umha certa lógica mas nós quereríamos propor outra desde aqui que tem a ver com as palavras “MAGUS” feiticeiro, bruxo, mago e “USTUS”. A maioria das palavras em galego-português provêm do acusativo latino que neste caso seria “MAGUM USTUM” donde seria mais fácil explicar a deriva para “Magusto”, e mesmo em dativo “MAGO USTO” literalmente “…ao ou para o mago queimado”.










Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

"40% dos lobos foram mortos por tiro, veneno e armadilhas"



O homem é a maior ameaça ao lobo-ibérico. Em 17 anos, as autoridades encontraram 112 destes animais sem vida e 70% das mortes foram por ação humana. Quase metade foi intencional através de tiro, armadilhas e veneno. As restantes por atropelamento. A coexistência é difícil. Os ataques do lobo levam cabeças de gado e ferem a sobrevivência, sobretudo, dos pequenos criadores. Alterar hábitos são as palavras de ordem do Governo, até porque o cálculo das indemnizações mudou. Quem somar mais ataques, receberá cada vez menos.

Esta notícia fez-me lembrar deste texto escrito a 14 de Novembro de 2016... "Morreste e eu peço desculpa por nós..."

Fotografia: Rui Manuel Fonseca/Global Images


Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLVIII) - Queimada galega e o esconjuro


Remanescente das nossas raízes ancestrais e um remédio para as maleitas e maus olhados, a queimada galega e o esconjuro fazem parte da paisagem etnográfica da Peneda-Gerês.

Mochos, corujas, sapos e bruxas.
Demónios, trasgos e diabos,
espíritos das enevoadas veigas.
Corvos, píntigas e meigas:
feitiços das mezinheiras.
Podres canhotas furadas,
lar dos vermes e alimárias.
Fogo das Santas Companhas,
mau-olhado, negros feitiços,
cheiro dos mortos, trovões e raios.
Uivar do cão, pregão da morte;
focinho do sátiro e pé do coelho.
Pecadora língua da má mulher
casada com um homem velho.
Averno de Satã e Belzebu,
fogo dos cadáveres ardentes,
corpos mutilados dos indecentes,
peidos dos infernais cus,
mugido do mar embravecido.
Barriga inútil da mulher solteira,
falar dos gatos que andam à janeira,
guedelha porca da cabra mal parida.
Com este fole levantarei
as chamas deste fogo
que assemelha o do Inferno,
e fugirão as bruxas
a cavalo das suas vassoiras,
indo se banhar na praia
das areias gordas.
Ouvi, ouvi! os rugidos
que dão as que não podem
deixar de se queimar na aguardente
ficando assim purificadas.
E quando esta beberagem
baixe pelas nossas goelas,
ficaremos livres dos males
da nossa alma e de feitiço todo.
Forças do ar, terra, mar e fogo,
a vós faço esta chamada:
se é verdade que tendes mais poder
que as humanas pessoas,
aqui e agora, fazei que os espíritos
dos amigos que estão fora,
participem connosco desta Queimada.

Esconjuro retirado do blogue "Eu Conto", de José Rui Fernandes, na publicação "Queimada"

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

Previsão meteorológica para Nevosa / Carris (15 a 23 de Novembro)


A previsão a nove dias aponta para a chegada da chuva às Minas dos Carris a 22 de Novembro.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLVII) - Janelas de Pitões das Júnias


Nem todas as janelas têm pessoas à espreita, mas todas as janelas contam as suas histórias de uma maneira ou de outra... em Pitões das Júnias, onde o tempo se confunde com o espaço.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

"Portugal vai ter mais uma rota: são 200 quilómetros a pé pela Peneda-Gerês"


Notícia do jornal PÚBLICO.

Vários dos trilhos pedestres no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) vão ligar-se para formar a Grande Rota, um projecto para gerar um aumento 5000 visitantes por ano e dinamizar o alojamento, reforçando, ao mesmo tempo, a segurança.

Fotografia: Hugo Santos

Paisagens da Peneda-Gerês (CCXLVI) - Forno comunitário


Não só em Pitões das Júnias mas também em muitas outras aldeias serranas da Peneda-Gerês, o forno comunitário era local de reunião de famílias e de habitantes. Nos nossos dias, à volta do seu calor, contam-se vivências e histórias de dias passados e de duros Invernos.

Fotografia © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Trilhos seculares - Ao topo do Pé de Cabril pela face Sul


Esta foi uma caminhada por uma zona já bem conhecida da Serra do Gerês e com passagem pelo topo do Pé de Cabril trepando a sua face Sul.

O dia óptimo de caminhada começou no Parque de Campismo de Cerdeira e seguiu em direcção ao Prado do Gamil, seguindo depois através do Prado e subido a face Sul do Pé de Cabril. Com trilho mais ou menos assinalado, a subida torna-se um pouco complicada pela vegetação que entretanto foi tomando conta do carreiro. Depois de se vencer os últimos obstáculos rochosos, chegamos à base que nos leva à via ferrata e daqui ao topo do Pé de Cabril.

A descida foi feita seguindo o percurso que agora é usualmente utilizado para conquistar o 'Farol da Serra', seguindo depois em direcção ao Prado do Tirolirão mas passando uns metros a Sul do curral. O percurso seguiu depois pela margem esquerda da albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas e mais adiante desci pelo Penedo Rachado, voltando à Cerdeira.

Album de fotos, aqui.







Fotografias © Rui C. Barbosa (Todos os direitos reservados)